A América Latina é o epicentro do mundo para infecções e mortes por COVID-19. Embora a região abrigue pouco mais de 8% da população mundial, ao fim de junho representava mais de 50% das mortes diárias registradas. Aproximadamente 12% dessas mortes são no México (mais de 600 por dia), e 20% no Brasil (aproximadamente 1.000 por dia).

Em comparação com a maioria dos países da região, o Brasil e o México sofreram atrasos na implementação de políticas de saúde pública e de distanciamento físico. Em termos de mobilidade populacional, México e Brasil são os países com pior desempenho e menos capazes de conter o movimento em relação aos níveis pré-pandêmicos. O único país que tem feito pior é a Nicarágua, onde quase não há uma política de distanciamento físico em vigor. Em contrapartida, Bolívia, Peru e Equador têm sido os países com maior sucesso na diminuição da mobilidade da população.

O Brasil e o México também têm fraco desempenho regional em termos de saúde pública e de política de distanciamento físico. Os dados do Observatório, que são responsáveis pela política estadual e federal, mostram que o México e o Brasil têm um desempenho superior apenas ao da Nicarágua, enquanto que têm um desempenho inferior ao de todos os outros países com dados disponíveis da região. Embora os dados para os outros países sejam de nível nacional, obtidos do Rastreador de Resposta Governamental Oxford COVID-19, as lacunas são suficientemente amplas para deixar claro que o Brasil e o México estão tendo um desempenho relativamente ruim em qualquer medida.

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O Observatório COVID-19 da Universidade de Miami apresenta dados atualizados, ao longo do tempo, estaduais e nacionais sobre as políticas de saúde pública adotadas pelos governos para conter a pandemia, com foco no México e no Brasil.

O Observatório é um projeto liderado pela Universidade de Miami por meio de seu Instituto de Estudos Avançados das Américas, a Faculdade de Artes e Ciências, a Escola Miller de Medicina, e a Escola de Comunicação, em colaboração com um número crescente de organizações e universidades das Américas, incluindo CIDE e Tómatelo a Pecho no México.